segunda-feira, 8 de março de 2021

Calázio

Estrutura pseudocística com reação inflamatória lipogranulomatosa causada pela obstrução das glândulas melbomianas que estão localizadas no aspecto posterior das pálpebras.

 

Hidrocistoma

Cistos derivados da proliferação ou obstrução de células apócrinas ou écrinas (Glândulas de Moll), em geral localizados na face e encontrados predominantemente em torno das pálpebras ou nas comissuras palpebrais. 

Sinonímia: Cisto de Moll, cistadenoma, cisto sudorífaro.
 

Hidradenoma

Tumor benigno de glândula sudorípara, que pode ser dividido em apócrino e écrino.

Sinonímia: Espiradenoma, hidradenoma nodular, hidradenoma poroide (subtipo écrino), hidradenoma de cálulas claras (subtipo apócrino).
 

Cisto Triquilemal

Cisto derivado da bainha externa do folículo piloso sem camada granular, É encontrado comumente no couro cabeludo, mas também em outras regiões do corpo. Frequentemente associa-se com área de alopécia. Podem ser únicos ou múltiplos. Ao se inflamar, rompem-se e espalham seu conteúdo pelo tecidos adjacentes.

 



Cisto Epidérmico

Estrutura cística dérmica e/ou hipodérmica composta por elementos epidérmicos que incluem uma camada granular e material queratinoso. Podem apresentar cristais de colesterol e, ocasionalmente, um trajeto de conexão à região subepidérmica denominada punctum, O cisto pode sofrer inflamação secundáriae,então, romper-se parcialmente e totalmente.

Sinonímia: Cisto de inclusão, cisto epidermoide, queratinoso ou infundibular. Cisto sebéceoé uma designação errônea pois ele não tem origem sebácea.

Dica: Buscar o artefato de reforço acústico posterior.

Intacto

Inflamação

 
Ruptura Parcial
 
Ruptura Total
 
Cisto Epidérmico Inflamado
 
Ruptura Parcial de Cisto Epidérmico
 
Padrão em "camada de cebola" que corresponde a camadas de queratina comprimidas

Ajuste do Doppler Colorido

 
Ajuste da Escala de Cinza
CHI
Frequência 18.0
Gn 35
S/A 3/1
Mapa B/0
D 1.5
DR 66
AO% 100
 
Ajust do Doppler Colorido
CF
Frequência 12.5
Gn 20.0
L/A 3/6
PRF 1.6
WF 141
S/P 1/24
AO% 100
 


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Síndrome dos Ovários Micropolicísticos

 

Síndrome dos Ovários Micropolicísticos



A desordem conhecida como a síndrome do ovário policístico (SOP) foi inicialmente descrito por Stein e Leventhal em 1935. Há pouca discordância de que a SOP deve ser considerada uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas), em que nenhum teste único é diagnóstico. Em essência, o todo (ou avaliação global) é maior do que a soma dos recursos individuais. Contudo, estabelecendo uma visão clara, contemporânea e baseada em evidências definição para esta síndrome tem importantes aspectos clínicos e implicações. No entanto, a definição de SOP continua a gerar controvérsia.

Clinicamente, diagnosticar uma mulher com SOP implica  em um risco aumentado de infertilidade, sangramento disfuncional, carcinoma de endométrio, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Quatro características principais podem ser observadas na SOP:
1) disfunção ovulatória e menstrual,
2) hiperandrogenemia,
3) características clínicas de hiperandrogenismo,
4) ovários policísticos.

Disfunção menstrual clinicamente evidente, como oligoamenorréia ou sangramento uterino anormal, pode ser observada na maioria dos pacientes com SOP.

Critérios de Rotterdam (European Society of Human Reproduction and Embryology and American Society for Reproductive Medicine) para Síndrome dos Ovários Policísticos:
Presença de dois dos três critérios a seguir:
a) menos de seis ciclos ao ano ou amenorréia;
b) hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial);
c) imagens sugestivas de ovários policísticos.

Ainda pelo consenso de Rotterdam, o aspecto ultrassonográfico do ovário policístico é definido pela presença de 12 ou mais folículos medindo entre 2 mm e 9 mm e/ou aumento do volume ovariano (maior que 10 cm³).

O critério não pode ser utilizado nas pacientes em uso de anticoncepcional, bem como quando existe um folículo dominante (maior que 1,0 cm) ou corpo lúteo ou outras alterações que levem a um aumento do ovário. Nestes casos, deverá ser feita uma nova avaliação num próximo ciclo.

A mulher que apresentar ovário policístico à ultrassonografia na ausência de clínica sintomática ou laboratorial, sem problemas ovulatórios ou hiperandrogenismo não deve ser considerada como portadora da Síndrome dos Ovários Policísticos.

É importante salientar que, embora a morfologia ovariana policística ao ultrassom possa ser encontrada em aproximadamente 75% das pacientes com SOP, chama a atenção que essa morfologia pode ser encontrada em até 20% de mulheres normais.
 
Referência Bibliográfica: